Economia

“A curiosa tarefa da economia é demonstrar aos homens o pouco que eles realmente sabem sobre o que imaginam que podem projetar.” Friedrich Hayek

Ludwig von Mises defendia que a Economia é sobre a ação humana. As pessoas são propositais em suas ações. Elas desejam algo melhor.  Elas tomam medidas para remediar suas condições atuais e buscam um futuro melhor. Ou seja, no cotidiano da vida aprendemos a verdadeira economia, não pelas teses acadêmicas, mas através das manifestações das pessoas ao comprar ou deixar de comprar alguma coisa. Até quando você assisti um filme você aprende economia. Quando assisti pela segunda vez o filme “Coração Valente”, uma trama da Idade Média, confirmei que em um determinado momento um membro da equipe de filmagens passa no fundo da cena, de boné e casaco escuros.

Mas o que esta cena esclarece sobre economia? Explico. Este filme, estrelado pelo talentoso Mel Gibson, venceu 5 Oscars e mais 20 premiações, como o Globo de Ouro. Isto permite imaginar a quantidade de “especialistas” que trabalharam neste filme. Mas a grande lição é que nem o diretor, cenógrafo, diretor de fotografia, mestre do filme, editor de filme, nenhum dos atores ou figurantes, ou produtor, pegaram o boné no momento da filmagem ou durante todo o processo de produção. Todo o conhecimento, sabedoria e experiência de dezenas de “especialistas” não foram páreo para uma expectadora comum que detectou o erro.

Assim é o governo, onde seus “especialistas” acreditam que tem conhecimento suficiente para identificar os problemas e implantar as respectivas soluções de um continente chamado Brasil. Hayek chamou isto de “conceito fatal”. Mais, o que este simples boné mostra é que a economia planejada por Brasília é limitada pelo conhecimento que seus “especialistas” possuem. E ensina que o melhor é o “conhecimento disperso” de milhares de brasileiros perseguindo seus próprios caminhos. O Brasil muda quando o brasileiro mudar.  Antonio Cabrera é Ex-Ministro da Agricultura, Empresário e Cristão.