Jornal da Manhã

O pedido foi apresentado pela defesa do vereador. Na decisão, o Ministro Celso de Melo afirmou “(…) defiro o pedido de medida cautelar e autorizo a conversão da prisão preventiva do ora paciente em prisão domiciliar, se por al não estiver preso, até o julgamento definitivo deste processo de “habeas corpus”, devendo o Juízo processante de primeiro grau estipular as condições pertinentes à fruição do benefício legal em causa, sem prejuízo da adoção, por esse mesmo Juízo, de outras medidas de cautela, como,  o monitoramento eletrônico.”

Com a decisão, Ragos Oliveira passa a cumprir prisão domiciliar, as condições ainda serão definidas pelo Juiz da Comarca de Paracatu. O vereador foi preso no dia 28 de março deste ano durante uma nova fase da Operação “Deuteronômio”, que investiga possíveis fraudes em licitações na Câmara Municipal de Paracatu, na região Noroeste de Minas. A investigação apura a atuação de organização criminosa na câmara de vereadores da cidade para fraudar licitação de publicidade e comunicação. Segundo o MPMG, os valores utilizados retornariam como promoção pessoal para o vereador Ragos de Oliveira, então presidente da Casa, além de beneficiar assessores parlamentares e empresários.