Minas Gerais

Previsto para dezembro de 2020 depois de cinco adiamentos, o processo de reassentamento da população removida do povoado de Bento Rodrigues, arrasado pelo rompimento da Barragem do Fundão, entrou no radar do Ministério Público Federal (MPF), depois que a consultoria Ramboll indicou que a iniciativa para alojar 256 núcleos familiares já custa cerca de 2,5 vezes o preço inicial estimado.

São recursos que a Fundação Renova gasta após receber de suas mantenedoras, a Samarco – responsável pelo desastre em Mariana, que ontem completou 4 anos –, e as mineradoras que a controlam: Vale e BHP Billiton. Além do gasto extra provocado pelo atraso no reassentamento, que engustia os atingidos, no canteiro de obras desvios de insumos e ferramentas são corriqueiros, como pôde comprovar a reportagem do Estado de Minas.

(Fonte: Uai)