Jornal da Manhã

O cenário de destruição onde bombeiros desciam de helicópteros e se arrastavam com cães farejadores pela lama, com construções industriais da Mina Córrego do Feijão soterradas, florestas destocadas por uma avalanche, córregos e ribeirões engolidos por rejeitos se transformou num canteiro de obras. No 10º mês do rompimento da Barragem B1 da Mina Córrego do Feijão, operada pela Vale, em Brumadinho, na Grande BH, a paisagem arrasada ganhou outra aparência.

Uma cena, porém, não mudou nesse período: a dor dos familiares dos 256 mortos identificados e 14 desaparecidos. Nesta segunda (25), para marcar a data e honrar as vítimas, parentes e amigos fizeram um culto ecumênico na entrada da cidade, cobrando uma reparação mais justa e punição para os responsáveis pelos crimes ambiental e social.

Fonte: Estado de Minas