Jornal da Manhã

Com a obrigação de aumentar a carga horária para nove horas de aula gradativamente, pelos próximos cinco anos, em pelo menos metade dos estabelecimentos públicos de ensino, os estados desafiam o tempo para ampliar a permanência dos estudantes em sala, de forma a obedecer à matriz ditada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A passos bem lentos, a adaptação escancara o tamanho do desafio: oferecer, além de um horário estendido, uma educação integral capaz de melhorar os níveis críticos de aprendizagem. Em Minas, essa é aposta para reduzir a dramática taxa de 21% de abandono das escolas.

A política de ensino médio em tempo integral atualmente está presente em todos os estados e no Distrito Federal, e conta com cerca de 2 mil escolas e 600 mil alunos da rede pública. Porém, números do Observatório do Plano Nacional de Educação (PNE) mostram que, em 2017 (último dado disponível), o país detinha apenas 8,7% de matrículas em escolas de tempo integral. O secretário de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Jânio Macedo, anunciou na semana passada, durante o seminário “Perspectiva e fortalecimento da política de ensino médio integral nos estados”, a ampliação da oferta da modalidade no país.

Fonte: Estado de Minas