Jornal da Manhã

Duas manilhas de concreto barram a entrada de quem se aproxima de Campo Belo, no Sul de Minas e não é de lá ou não tem negócios por ali. Em São Tiago, na mesma região, forasteiro só passa pela entrada da cidade se trouxer abastecimento. Até as estradas de terra de Viçosa, na Zona da Mata, têm agora postos de controle com funcionários municipais para impedir que viajantes entrem no território por quatro limites municipais.

As grandes barreiras viárias anunciadas pelos governadores de Minas Gerais, Romeu Zema, e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, não tomaram forma para impedir o tráfego interestadual em suas divisas, mas municípios o estão fazendo por conta própria. Enquanto isso, aos poucos, municípios do interior já organizam barreiras em seus territórios regidas por decretos próprios. Sob jurisdição da União, nenhuma rodovia federal será fechada e isso só ocorrerá com recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), segundo decreto do presidente Jair Bolsonaro.

Zema, em seu pronunciamento de ontem, observou que as rodoviárias dos municípios já restringem a expedição de ônibus de viagem interestaduais. “Com isso, o fluxo (dos ônibus) deve estar se interrompendo no mais tardar na quarta-feira (amanhã)”, disse o governador. Sobre o fechamento de alguns municípios, o governador afirmou ver excessos.

Fonte: Estado de Minas