Manhã

O equilíbrio mantido entre a perda de renda e a redução de gastos faz com que a classe média baixa (classe C) da Grande Belo Horizonte expresse o maior nível de tolerância ao isolamento social. Esse grupo da população aceita que a quarentena chegue a 21,5 semanas, ou seja, a 17 de agosto. Diferentemente, os idosos, com ensino médio completo, que cumprem a reclusão mais severa por participar do grupo de risco da COVID-19, concordam em ficar afastados por menos tempo, aceitando a duração de 11,4 semanas, prazo que se estende até 8 de junho.

Em geral, os habitantes de BH e região metropolitana aceitam se isolar por 16,7 semanas. Contado desde 20 de março, esse prazo seria até 14 de julho. Os dados mostram uma grande disposição em cumprir o distanciamento comunitário de habitantes da Grande BH entrevistados pela pesquisa “Termômetros da crise COVID-19”, do Instituto Olhar, Netquest e UFMG, divulgada semanalmente pelo Estado de Minas. A tolerância ao isolamento acima do que prefeituras como a da capital demonstram programar (meados de julho, por enquanto) seria reflexo de uma redução da preocupação com os efeitos da pandemia no orçamento familiar e de um temor maior do contágio pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2), como pode ser visto nesta quinta semana de entrevistas, conduzidas entre 30 de abril e a última terça-feira.

Fonte: Estado de Minas