Manhã

O MUNDO EURO CHINO AMERICANO::VISÃO MULTICULTURA SOBRE O EQUILÍBRIO DO PODER NO MUNDO NO SÉCULO VINTE E HUM.

Este artigo começou a ser escrito em 13 de setembro de 2019 quando foi publicado o superávit comercial da China de 80 bilhões de dólares referente ao primeiro semestre na balança comercial com os EUA. Foi concluído em 10 de abril 2020, ao receber o artigo de Oliver Stuenkel Professor-Adjunto de Relações Internacionais FGV SP.

O artigo do professor é sentimental. Faz referência a possibilidade da pandemia do corona vírus mudar o pêndulo do poder mundial. É digno de resposta. Contudo, o artigo do professor adjunto não resiste um “bom míssil acadêmico”. “Mísseis Acadêmicos” é expressão do metodólogo sino-americano Enoch Wan Ph.D Professor de Antropologia. Hoje, Diretor do programa de Doutorado em Intercultural Studies e Doctor of Education, Portland, Oregon, USA. Dr. Wan é referência em metodologia no mundo.

A minha tese é que o mundo caminha para um momento TRIPARTITE MONDIALE. Defendo este momento como sendo o STATUS QUO dominante no Século XXI fundamentado em elementos históricos, antropológicos, bélicos, econômicos e espirituais. 1 – O elemento histórico considera muito relevante o poder conjunto do Império Greco-Romano (eurocêntrico) em evidência há aproximadamente 2300 anos. Nunca dominado mesmo em conflitos (entre si) nas duas grandes Guerras Mundiais. 2 – O elemento antropológico considera os valores vitais de uma cultura e garra para alcançar seus objetivos existentes nos povos líderes. 3 – O elemento bélico considera a capacidade de ação armada “tradicional e não tradicional” que pode ser colocada em campo. 4 – O elemento econômico considera os vetores da capacidade tecnológica industrial. 5 – O elemento espiritual considera as motivações da alma matter do povo em exercício de liderança orientado por dois fatores opostos absoluto materialismo e não absoluto materialismo.

Devemos pensar, entender e estabelecer ações sabendo que o mundo EURO-CHINO-AMERICANO será o mundo que vai caracterizar o Século XXI. Seguem os argumentos sustentáculos da tese principal:

 

  • Primeiro, entendamos por que, o mundo EUROCÊNTRICO, embora enfraquecido, não será destruído nem relegado a um quarto plano. Mas, continuará a ser papel preponderante no Século XXI. O elemento histórico revela que desde Alexandre, o Grande, todos os outros grandes Impérios fora deste centro foram importantes, mas nunca dominantes. Germanos, Bretões, Francos, Vikings e latinos são barro e ferro. Mas, quando ameaçados se tornam um só povo. Os anglo-europeus. Juntos eles são a terceira maior força em ação na terra. Á águia velha terá sempre lugar de destaque no podium.

 

  • Segundo, entendamos que o mundo SINOASIÁTICO, embora tenha 8 mil anos de cultura, é tão fragmentado que não poderá jamais ser líder absoluto. Mas, terá lugar de destaque no podium neste Século. Quando a China atingiu em um semestre 80 bilhões de dólares em superávit comercial com os EUA eles atingiram o máximo “permitido” – Donald Trump percebeu o erro de duas décadas de liberalismo econômico na relação comercial China-EUA. E, assim, começou a corrigir o erro. O sinal vermelho foi aceso. Mas, não é sem razão que isto fará com que a China tenha 100 anos de destaque no mundo, talvez, mais. O Dragão sempre terá no seu encalço os escorpiões – os coreanos – definidos pelos sábios chineses tradicionais. Os bárbaros do sol nascente – os povos nipônicos – são inimigos viscerais. 1,368 bilhões de pessoas, 1/5 da população do mundo, organizada sob uma liderança única e progressista não pode ser jamais desprezada. Todavia não será a maior força da terra falta-lhes uma língua acessível, cultura inclusiva, fontes de saber IN ROW, confiança do mundo.

 

  • Terceiro, entendamos que o mundo AMERICANO, é aqui, posso me equivocar, porque sou pró-américa na visão de que eles são melhores senhores feudais do que os chineses, possui bases múltiplas que não foram destruídas, foram apenas adormecidas. 3.1 – O elemento histórico favorece a experiência americana como continuidade da experiência eurocêntrica deslocada para a América. 3.2 – O elemento antropológico, também, favorece os americanos pois canadenses, australianos, neozelandeses são variáveis de uma mesma matriz anglo que deu certo em todos os lugares do mundo. E, até, no mundo JAFEASIÁTICO (Havaí, Singapura, Hong-Kong, Taiwan, Korea do Norte, Malásia, África do Sul… etc.). 3.3 – O elemento econômico começou a desfavorecer os americanos como nação dominadora, pois, de repente, eles mesmos se voltaram para a China como fonte de produção e industrialização. Erro que, a meu ver, a PANDEMIA DO CORONA VÍRUS tornou muito Neste aspecto, assim, penso que, nas próximas décadas, haverá uma forte correção de rumos enfraquecendo a China. A jovem águia conhece os caminhos das alturas e, na sua essência, definiu que voar é privilégio que não se barganhar por encavernar-se.

 

Concluo este “tratado filosófico” estratégico sobre as águias e o dragão – poder mundial no Século XXI – dizendo que o mundo dos próximos 100 anos será EURO – CHINO – AMERICANO vivendo um “certo” equilíbrio de poder na ordem inversa ao termo composto.

A ordem para a importância de poder é: Os AMERICANOS serão os líderes rivalizando com a CHINA tendo a EUROPA como força para agitar o pêndulo.

Mas, no final de tudo, em caso extremos de confronto, o pêndulo será levado para o lado sanguíneo. Neste momento, o sangue vencedor será anglo.